quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Investimento


É como sempre canta a Vika: "Eu bebo sim, estou vivendo! Tem gente que não bebe e está morrendo!" hã?! =/

Trekking


Domingo foi dia de trekking.
Já no sábado começamos os preparativos para a prova: Érika veio pra minha casa, imprimimos a planilha, estudamos a planilha, fizemos até anotações na bendita planilha. Minha dedicação ao trekking foi tanta que nem saí no sábado à noite (se bem que não fez muita diferença não ter saído, porque veio uma galera pra minha casa e ficamos vendo, ou melhor, tentando ver filme. Pelo menos não fui dormir de madrugada nem enchi o pote...) e acordei no domingão antes das 7 da madrugada sem nem reclamar: Incrível!
Cláudio passou aqui, embarcamos no trekkingmóvel1 e partimos para a Fazenda Capivari, Caxias city. No meio do caminho, Cláudio sacou do bolso um mapinha e começamos a navegação no carro mesmo! Por aí já deveria imaginar que o resultado da prova não seria muito bom... Primeiro que o Lucas ficou o tempo todo tentando achar o “S” vermelho da Fábrica da Perdigão (está procurando até agora!!!), e nada... Sugeri que pedíssemos informação. Eis que o Cláudio pára o trekkingmóvel1 ao lado de uma minhoca da terra. Lucas colocou a cabeça pra fora e lançou: “Com licença! Bom dia! A senhora sebe me dizer onde fica a fazenda do seu Jairo?” (no site da trilha estava escrito que o lugar era conhecido na região assim, como fazenda do seu Jairo. Vai entender...). A minhoca, muito simpática respondeu: “Ah, meu filho... você segue em frente nessa estrada mesmo, segue, segue, segue toda vida...”. Ok, foi exatamente o que fizemos. Quando já estávamos lá onde Judas perdeu as meias (as botas ele perdeu em Capivari) concluímos que algo estava errado. E tome de pedir informação. Avistamos um coroinha na beira da estada, mascando um matinho no canto da boca, com uma tremenda cara de quem estava doidinho pra dar informação. “Xi, meu filho, sei não, eu nem sou daqui, sou lá de @#$%&*” (não lembro o nome do lugar, mas só pelo nome já imaginei que deve ser longe...). Então, tá! Finalmente conseguimos chegar à fazenda do seu Jairo.
Na hora do briefing, o William (que é o cara que organiza a competição) avisou que ia rolar uma surpresinha para a categoria graduados (tipo teste surpresa na escola, lembram?). Adivinhe qual a minha categoria?! Ai, ai, ai... Começaram as conjecturas.
O Anderson, que é o cara que fica á fazendo a narração, os anúncios, etc. não foi nesta etapa. Arrumaram um cabra muito do chato pra ficar no lugar. Só tem que o cara é muito Joselito (completamente sem noção) e vocês sabem como eu a-do-ro gente assim, né?! Perguntei ao Cláudio: “Sou eu que estou de mau humor, OU ESSE CARA É UM PREGO?”. Ainda bem que não era minha incontrolável implicância...
Começou a prova... Perdidos aqui, perdidos ali... Até que estávamos indo bem... (não “bem” do tipo que dava pra ganhar a prova, mas “bem” para nossos padrões). A prova foi praticamente: sobe-morro-desce-morro. Só existe uma coisa PIOR que uma subida que não tem fim: UMA SUBIDA QUE TERMINA NO COMEÇO DE UMA DESCIDA! Aff! Chegamos ao final da prova, meio palmo de língua pra fora, dando graças a Deus por ter sobrevivido, e quando eu já ia dizendo que não havia rolado a tal surpresinha, eis que recebo a surpresa: mais uma planilha complementar!!! Mais alguns trechos de prova pra fazer de surpresa, sem calcular, sem nada, a não ser por uma parada de 150 segundo. Não tendo escapatória, fizemos o trecho surpresa. Quando a prova acabou de verdade, tomei uma chuveirada e fui dar um mergulho na piscina. Quando saiu o gráfico de desempenho das equipes, recebemos a segunda surpresa: PUTA-MERDA-PERDEMOS-UM-PC = 2000 PONTOS! “CACETE DE AGULHA DE TRICÔ!”. Corre na planilha pra saber onde foi. Aí tudo fez sentido...
A Érika ficou responsável por conferir as bússolas, caso o Cláudio desse mole na tomada. Pois bem. Estávamos navegando por uma estradinha de barro. Atravessamos uma cerca de arame farpado e demos de cara com um charco. Fedido. Nojento. Fundo! Putz! A Érika ficou abalada (já imaginando as mil parasitoses, viroses, e outras oses que ela ia adquirir ali) e quase teve um treco. A referência seguinte (após o charco) era uma bússola que nos levaria a uma pedra. A Érica doidona APONTOU A PORRA DA PEDRA ERRADA! E adivinhem! Tinha uma merda de um PC (ponto de controle) na pedra! Na pedra certa, obviamente. Como fomos pra pedra errada, não passamos pelo ponto de controle. O resultado foi que, só por causa da porra da pedra filha duma pedra puta que tinha que nos sacanear, caímos do quinto lugar (vale lembrar que quinto lugar ganha medalha, e eu tinha prometido fazer um gol) para o PENÚLTIMO!
Não querendo justificar nosso péssimo desempenho, mas já justificando (e quem não gostar que se dane porque este blog é meu e eu escrevo nele o que eu quiser), fica complicado ganhar da galera que compete nessa trilha. Os caras não têm vida gente! Calculem comigo. Um mês tem, normalmente, quatro finais de semana. Final de semana que tem competição começa no fim da tarde de sábado e só termina no fim da tarde de domingo; logo, o fds é quase que exclusivo do trekking. A trilha que a gente faz, tem prova uma vez no mês. Só que 90% das equipes fazem também a outra trilha. Aí já se foi metade dos fds do mês. Nos outros dois fds que sobram, os caras treinam, porra! Ah, fala sério. Prefiro não ganhar, competir pela diversão, e pelo desafio, mas manter minha vida social, tá doido!
Próxima etapa será em Ponta Negra (segundo William é perto de Saquarema e Maricá), e já reservamos uma pousada por lá. Vamos aproveitar pra curtir o fds na praia com a equipe reunida. E dessa vez a mascotinha da equipe, a fofolética Giulia vai conosco!
Espero que desta vez a gente consiga abocanhar ao menos uma medalha de quinto lugar!!!